Rio Open reúne lenda Maria Esther Bueno e campeã do último US Open, Flavia Pennetta

16.Fev.2016

O Rio Open apresentado pela Claro reuniu nesta terça-feira duas grandes campeãs do tênis. A brasileira Maria Esther Bueno, 19 vezes vencedora de Grand Slams, entre simples, duplas e duplas mistas, e a última campeã do US Open, a italiana Flavia Pennetta. A ação foi promovida pela Pirelli, uma das empresas patrocinadoras do maior evento de tênis da América do Sul.

Há 50 anos, Maria Esther venceu sua última partida no US Open. Penetta é a atual campeã do Grand Slam norte-americano. Logo após a conquista, anunciou sua aposentadoria das quadras. Pennetta veio ao Rio Open acompanhar o noivo, o italiano Fabio Fognini, vice-campeão do ATP 500 brasileiro no ano passado. "A final da Penetta contra a compatriota Roberta Vinci agradou muito, porque foi um jogo clássico, com belas jogadas, não só agressivo. O público que foi ao estádio ficou bem contente com aquela final", lembrou Maria Esther.

Pennetta se disse fã do tênis mais clássico, como o jogado na época da brasileira, considerada número um do mundo antes de o ranking ser oficialmente criado. "A nova geração é muito forte fisicamente, tem o jogo baseado na potência dos golpes. Eu gosto do tênis que valoriza mais a técnica, os golpes perfeitos, não só a agressividade, porque se ficarmos só nisso a essência do esporte vai se perder".

Tetracampeã de simples do US Open (1959/63/64/66) e tricampeã de Wimbledon (1959/60/64), Maria Esther lembrou como foi difícil alcançar seus grandes resultados. "Quem vê de fora pensa que é só glamour. Mas não foi nada fácil. É preciso muita dedicação, ousadia, tomar decisões complicadas", disse. Pennetta fica impressionada como as tenistas daquela época jogavam com as raquetes de madeira. "Eram pesadas, não sei como conseguiam. Acho que as jogadoras de hoje teriam grandes dificuldades".

O Rio Open é o segundo torneio em que Penetta acompanha Fognini. "Não tive oportunidade de jogar aqui. O lugar é incrível, estou adorando estar aqui, ainda estou me acostumando a só passear e não jogar. As pessoas são muito amáveis, já fiz passeios ótimos. A visita ao Cristo Redentor foi uma das coisas mais incríveis que fiz fora das quadras", contou a italiana, que foi com Fognini até o braço do monumento, no sábado passado.

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