Guga visita Rio Open e elogia maior torneio da América do Sul

19.Fev.2015

Mesmo sem entrar em quadra, a passagem de Gustavo Kuerten pelo Rio Open apresentado pela Claro é sempre marcante. O tricampeão de Roland Garros e ex-numero 1 do ranking mundial - feito, aliás, que completa 15 anos em 2015 - visitou nesta quinta-feira o complexo do maior torneio de tênis da América do Sul e, como não poderia deixar de ser, foi o centro das atenções.

O ex-jogador, de 38 anos, concedeu entrevista coletiva e falou sobre a importância de o Brasil receber um torneio ATP 500 e uma etapa de um WTA International. "Esse torneio no Rio faz toda a diferença. Para qualquer jogador brasileiro pode ser o trampolim para pensar numa carreira de sucesso. Nos meus cinco primeiros anos como profissional, acho que joguei uns 150 torneios no Exterior e quatro ou seis no Brasil. E um torneio de ATP só fui jogar quando já era o número 1, no ano 2000. Nosso próximo passo é pleitear um Masters 1000", disse o dono de 20 títulos na carreira e que está fora das quadras há seis anos.

"O torneio está muito bom, a estrutura que é montada é excelente. Quais torneios têm uma primeira rodada cheia, com o público participando, com o cenário do Cristo ao fundo? O Nadal não vem para cá só porque é uma negociação. Ele pode ir para onde ele quiser, mas ele escolhe aqui, porque é agradável e se sente bem", analisou.

Guga também anunciou a nova parceria com o Itaú, patrocinador oficial do Rio Open. O ex-tenistaserá o embaixador da marca no Brasil para o tênis, que junto ao futebol forma o pilar esportivo de atuação do banco. Esta parceria representa a primeira vez que o Itaú utiliza um ídolo do esporte nacional como seu embaixador.

O Itaú também irá apoiar a Escolinha Guga e o Instituto Guga Kuerten, reforçando a sua atuação na base do esporte e contribuindo com a iniciação e a formação esportiva de futuros atletas.

Curtindo a vida de ex-jogador, Guga contou que não pensa em seguir o caminho de ex-campeões como o sueco Stefan Edberg, o alemão Boris Becker e o tcheco Ivan Lendl , que estão treinando grandes tenistas da atualidade. "Não passa pela minha cabeça agora, viajei desde os 13 anos e tenho filhos pequenos. Mas acho que funciona bem o ex-jogador virar treinador. Eles têm muito o que contribuir. E se nota a diferença no jogador, no dia a dia, no comportamento, em algumas jogadas. Quem sabe no futuro", disse.

Quando foi decidido que as competições de tênis nas Olimpíadas do Rio, em 2016, vão ser disputadas no piso duro e não no saibro, onde os brasileiros se sentem mais à vontade, houve muitas críticas. Mas Guga entende a decisão da federação internacional. "As Olimpíadas têm que ter um sincronismo com o circuito, e tendo o US Open algumas semanas depois, a ITF decidiu pelo piso duro. Não tinha o que fazer, o Brasil não teve poder de escolha", contou.

Guga também não fugiu de comentar o que pensa sobre a fase atual de Thomaz Bellucci, eliminado por Nadal logo na estreia no Rio Open. "Tem muita diferença entre ser um bom tenista e um bom jogador. Muitas vezes não precisa ser um excelente tenista, mas tem que jogar bem.O Bellucci tem que melhorar muito o jogo dele. Às vezes eu fazia de conta que aguentava mais três horas de jogo e na verdade não aguentava nem três games. O jogador precisa criar fatos para jogar melhor, criar alternativas, com isso ele pode evoluir muito. A gente pega no pé dele, mas ele foi 21º do mundo, ele é muito bom, e pode amadurecer mais e acho que neste ano pode voltar a ficar entre os 30 melhores", disse.

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