Brasil em Wimbledon: a rainha Maria Esther e outras grandes campanhas

10.Jul.2018

Foto: Getty Images

A maioria dos tenistas brasileiros pode preferir o saibro, mas o Brasil tem uma história de muito sucesso na grama sagrada de Wimbledon. A grande responsável por isso, sem dúvida, é a eterna rainha Maria Esther Bueno, que nos deixou em 8 de junho.

A bailarina do tênis venceu três títulos de simples na grama londrina, em 1959, 1960 e 1964. Maria Esther também brilhou nas duplas no torneio, com o pentacampeonato em 1958, 1960, 1963, 1965 e 1966. A rainha frequentou o All England Club, onde Wimbledon é disputado, durante toda a sua vida, celebrada e admirada por tenistas de diversas gerações.

O outro campeão brasileiro de Wimbledon é Marcelo Melo, o nosso Girafa. O duplista mineiro conquistou o seu troféu mais sonhado em 2017, ao lado do polonês Lukasz Kubot, em uma partida épica com 4 horas e 39 minutos de duração. Eles derrotaram Oliver Marach e Mate Pavic em cinco sets, com 13/11 no quinto.

Melo já havia chegado à semifinal de Wimbledon com o também mineiro André Sá em 2007. Grande mentor de uma geração incrível de duplistas brasileiros, Sá tem uma história admirável no torneio. Ele foi o último brasileiro a alcançar as quartas de final de simples de Wimbledon, em 2002.

Mais três brasileiros alcançaram as quartas de simples em Wimbledon: o ex-número 1 do mundo Gustavo Kuerten (1999), o mestre Thomaz Koch (1967) e Armando Vieira (1951). Nas duplas mistas, o mineiro Bruno Soares foi vice-campeão em 2013 com a americana Lisa Raymond.

Maria Esther (in memoriam), Melo, Guga, Sá, Koch, Vieira e Soares fazem parte do clube Last 8 de Wimbledon, que concede de forma vitalícia aos quadrifinalistas de simples, semifinalistas de duplas e finalistas de duplas mistas de Wimbledon acesso ao clube em todos os dias de torneio, uma credencial de convidado, ingressos nas quadras Central e 1, dois ingressos para um espetáculo teatral de sua escolha, chá e café à vontade e um happy hour diário. Nossos tenistas merecem, porque brasileiro sabe jogar na grama, sim!

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