Como Novak Djokovic se reergueu e voltou a vencer um Slam

13.Ago.2018

Até os maiores fãs de Novak Djokovic começaram a ficar preocupados. Será que o sérvio voltaria a ser aquele jogador que dominou o circuito por anos e dificultou a vida até de lendas como Roger Federer e Rafael Nadal? Até a temporada de saibro deste ano, muitas dúvidas pairavam sobre a carreira de Nole. Mas ele conseguiu se reinventar e conquistou o título de Wimbledon. E como ele fez isso?

Primeiramente, vamos relembrar como a má fase de Djokovic começou. Após finalmente vencer Roland Garros, em junho de 2016, seu quarto Slam consecutivo, o sérvio sofreu uma derrota na estreia da Olimpíada do Rio para Juan Martin del Potro. No final da temporada, ele perdeu a liderança do ranking para Andy Murray e Boris Becker deixou sua equipe técnica.

Em 2017, problemas físicos começaram a dificultar a vida de Djokovic. Uma lesão séria no cotovelo atrapalhava cada vez mais o seu jogo, e o sérvio também decidiu demitir toda a sua equipe, incluindo o técnico Marian Vajda, com quem trabalhava desde seu início como profissional.

Após resultados decepcionantes e uma desistência em Wimbledon, Djokovic decidiu não jogar no segundo semestre de 2017 e tentar curar sua lesão de forma natural. As derrotas nas oitavas do Australian Open para o jovem coreano Hyeon Chung e nas estreias de Indian Wells e Miami fizeram com que o sérvio, que passou 223 semanas como número 1 do mundo, saísse do top 20 do ranking.

A maré começou a mudar na temporada de saibro, quando Djokovic trouxe Vajda de volta como técnico. Entre altos e baixos, o sérvio foi semifinalista em Roma e quadrifinalista em Roland Garros. Mas as dúvidas permaneciam a respeito da capacidade de Nole de voltar a ser um campeão permaneciam.

A ressurreição veio de fato na temporada de grama. Ele foi vice-campeão do fortíssimo ATP 500 de Londres, perdendo na final para o croata Marin Cilic, e chegou a Wimbledon como um dos favoritos. Rodada a rodada, Djokovic melhorou seu desempenho, até derrotar o número 1 do mundo Rafael Nadal na semifinal, considerada por muitos a melhor partida de tênis do ano.

Contra o sul-africano Kevin Anderson, Djokovic se impôs na final e não cedeu sequer um set. O momento de emoção foi ainda maior pela presença inédita de seu filho Stefan, 3 anos, no camarote.

O campeão voltou, e o resto do circuito que se cuide.

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