Grupos do Maria Esther Bueno Cup, primeiro torneio Next Gen brasileiro, são sorteados

21.Nov.2018

Começa nesta quinta-feira, na Sociedade Harmonia de Tênis, a Maria Esther Bueno Cup, torneio inédito com a presença dos oito principais tenistas brasileiros da nova geração- até 23 anos, e que garante uma vaga na chave principal do Rio Open.

Nesta quarta pela manhã foram sorteados os jogadores que compõe os dois grupos da disputa, nomeados Pedro Bueno, irmão de Estherzinha e Alcides Procopio, um dos maiores incentivadores da carreira da grande dama do tênis nacional, campeã de 19 Grand Slams.

No grupo Alcides Procopio jogarão Orlando Luz, Thiago Wild, João Lucas Reis e Gilbert Klier Jr. No Pedro Bueno estarão Rafael Matos, Felipe Meligeni, Fernando Yamacita e Lucas Koele. A disputa será no sistema "round robin"- todos contra todos- e no domingo, os dois melhores jogam a final, valendo a vaga na chave principal do maior  torneio de tênis da América do Sul, que acontece no Rio de Janeiro entre 18 e 24 de fevereiro.

“Estou muito feliz de estar aqui, grande oportunidade para nós, grande torneio, grande clube, todo mundo lutando pela chance de entrar na chave do Rio Open. Tive experiências ótimas lá, treinando com jogadores de alto nível e quero muito voltar”, falou Orlandinho.

A Copa Maria Esther Bueno, além de homenagear a maior tenista brasileira de todos os tempos e valorizar a contribuição do Harmonia para o tênis do País, também estimula o futuro do esporte nacional. Assim como Bueno, que desde cedo correu mundo sozinha para disputar torneios internacionais, essa garotada também está dando seus primeiros passos no circuito internacional. E quem sabe, disputar o primeiro ATP 500 da carreira, seja o impulso que falta para alcançar melhores posições.

A realização do evento na Sociedade Harmonia reforça a vocação do clube de sediar grandes eventos. O estádio, conhecido como quadra 1, guarda estórias de Copa Davis e até de um campeonato brasileiro onde Guga Kuerten foi derrotado antes da final e pouco antes de vencer seu primeiro Roland Garros.

“O Rio Open quer dar essa oportunidade aos novos jogadores de conseguirem em quadra uma vaga para o Rio Open. Eles são o futuro do Brasil no circuito profissional e muitas vezes um pequeno empurrão pode fazer a diferença na carreira deles, como aconteceu com o Thiago Monteiro quando venceu o Tsonga no Rio. E depende de cada um conquistar a chance. Maria Esther foi um exemplo de perseverança e luta e pode inspirar esses garotos”, comentou Luiz Carvalho, diretor do Rio Open.

“Esses garotos jogarão por uma vaga no Rio Open em um local de muitas conquistas para o tênis brasileiro. A quadra 1 tem até uma placa da nossa conquista na Copa Davis contra o Equador, em 1987, uma quadra com um histórico rico e que pode dar uma perspectiva para eles do que pode vir pela frente”, disse Ricardo Acioly, Diretor de Relações do Rio Open e Diretor do ICT (Instituto Carioca de Tênis).

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