Durante uma partida de tênis, vários instantes podem definir ou mudar o rumo do jogo. E um desses instantes estará ilustrado no pôster da sétima edição do Rio Open, maior torneio de tênis da América do Sul e único da ATP no Brasil. Convidado para assinar a arte do torneio, o carioca José Bechara se inspirou em um momento específico para sua criação, que é quando a bola toca levemente na rede e cai na quadra do adversário.
 
“O esporte obedece a fatores objetivos de pontuação, mas que pode ser bagunçado por um episódio subjetivo, randômico e casual. A peça comenta esse momento dramático que acontece no ambiente altamente competitivo do tênis”, explica José Bechara.
 
A obra intitulada Randômica que serviu como modelo para o pôster mede 20x80x5cm e é toda feita em aço, pesando aproximadamente 55 kg. “Arte também é feita de instantes. É um componente da obra de arte. E o que o artista faz é ir na direção desse momento, desse acontecimento visual. A bola com a barra cria caráter visual e gera também uma desconfiança. Leva a pessoa a pensar ‘o que estou olhando’?”, resume Bechara. “Ela comenta o instante da arte e também o instante do esporte”, completa.
 
A arte é um elemento importante para o Rio Open que, desde 2015, fecha parcerias com artistas plásticos brasileiros para a ilustração do pôster oficial. “O cartaz do evento é uma atração à parte nos principais torneios do circuito mundial. E o Rio Open, como o maior torneio de tênis da América do Sul e único da ATP no Brasil, sempre procura artistas renomados para esse material. Ficamos encantados em como o Bechara captou um momento sutil do tênis para esta edição”, afirma Marcia Casz, diretora geral do Rio Open.
 
A obra original de Bechara estará exposta durante todo o torneio no Rio Open Arte e também nos produtos personalizados do evento. Aos 62 anos, José Bechara mora e trabalha no Rio de Janeiro. Mas começou a trabalhar muito cedo e essa experiência com o Rio Open é a sua estreia no tênis. Bechara começou seus estudos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Suas obras integram coleções públicas e privadas no Brasil, França, Alemanha, Estados Unidos, Espanha, Portugal, Itália e Suíça, entre outros. Também participou de bienais, panoramas, mostras e exposições coletivas ou individuais em países como Brasil, Portugal, Argentina, China, Arábia Saudita, Alemanha, Espanha, Estados Unidos e Bélgica, por exemplo.

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